Gente que também adora fazer

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quarta-feira, 12 de junho de 2013

Um arroz doce, um avô e várias histórias!!!

Por que começar uma postagem com uma foto que, para muitos não tem sentido?

Porque há quase 18 anos eu não entro nessa casa. A casa o vô Uzzeil!

Esse fim de semana recebi algumas fotos que a minha mãe fez de lá, para me mostrar como anda a reforma da casa (o vô e a vó moram no céu) e disse que era pra eu matar a saudade. Saudade... me acabei de chorar, lembrando de vários momentos em cada espaço. As outras fotos, como esta, estão assim, com os cômodos todos vazios, então eu revivi tudo com os poucos móveis que havia nela, apesar dela ser muito grande, a única preocupação do vô quando terminou de construir a casa foi mandar fazer o jogo de cozinha novo, o qual eu herdei algumas peças quando casei.

O meu avô "Zeil" me marcou muito, por isso as lembranças são dele são mais fortes, mas sem deixar de amar minha avó Lourdes também.

Voltando a foto: um certo dia foi muito marcante pra mim, entre os inúmeros que vivi ali. Onde está o senhor de amarelo tinha o fogão e a geladeira. O vô sempre cozinhava pra gente (eu e meu irmão Gustavo, únicos netos) e me chamou para ajudá-lo a fazer "Arroz Doce Moreninho". Não sei ao certo quantos anos eu tinha. ele puxou sua cadeira (tinha dificuldades de locomoção), sentou ao lado do fogão com seu caderno de receitas e me colocou a "pilotar". O que eu me lembro dessa receita: tinha que caramelizar o açúcar e que ficou maravilhoso (sou suspeita, amo arroz doce!)

Quatorze anos da minha vida eu estive ao lado dele e se fosse para contar tudo poderia escrever as mais belas histórias entre um avô e seus netos. Eu e meu irmão chegamos a disputar as poucas fotos que temos dele, tamanha era a nossa loucura de amor por ele. Foi nosso professor particular de português, instrutor particular de "auto escola" do Gustavo, companheiros de voltinhas pela cidade em seu fusca e nos teve como únicos expectadores das piadas que ele mesmo inventava e que eram as melhores.

Nunca mais comi esse tal Arroz Doce Moreninho, mas ele me marcou como se fosse a ferro quente.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A Saga do Empadão...

Sábado resolvi que: "hoje sai o dito cujo empadão!"
Não, não estava com desejo de comer, mas queria ver se acertava a tal massa podre. O peito de frango já estava cozido, desfiado e congelado, só esperando o momento certo.
A saga começou quando anunciei o que teríamos na janta! O Alemão já disse: faz uma pizza pra mim e o empadão pra vocês. Ah tá, pode deixar lindo, aproveita e canta "lêrê, lêre, lêrê..." que a escrava vai fazer... mas demora!! A Maria Clara aproveitou a deixa do pai e disse que não gostava de empadão. Para, né! Conheço a filha que tenho e ela come sim.
Fui pra cozinha, comecei a fazer o recheio e minha ajudante querendo mexer tudo na panela, até que peguei leite com trigo e ela pergunta: é leite? Não filha, é água com trigo (daí pode). Terminei o recheio, coloquei para esfriar, fiz a massa (adaptei a receita porque não tinha todos os ingredientes), montei, assei, arrumei a mesa e, mesmo com tantas barreiras quanto ao prato principal, convidei todo mundo pra jantar.
A Maria Clara comeu e elogiou: a comida da minha mãe é uma delícia!! \o/
O Alemão sentou na mesa, torceu o nariz e disse: só de pensar em colocar essa massa na boca...Odeio empadão!
E eu pacientemente (já querendo comer o marido frito!! kkkk): come só o recheio amor, está uma delícia! Ele comeu um pedacinhooo de nada, levantou, levou o prato na pia e se estatelou no sofá. E eu continuei comendo, saboreando!!
Minutos depois ele levantou e foi fazer M-I-O-J-O.

Bom, cada um tem o marido que merece e como o que quer!!

Receita da massa do empadão aqui.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Nosso relacionamento chegou ao fim!!

Nos conhecemos em 2000, quando eu estava no terceiro ano da faculdade. Entrou na minha vida por necessidade mesmo. Nessa época, além da facul eu fazia cursinho, pois insistia em continuar cursando letras para diminuir matérias quando conseguisse passar no curso de direito. Bom, a faculdade de direito nunca apareceu e a de letras chegou ao fim.
 No cursinho apareceu uma novidade, um quadro negro todo quadriculado, para facilitar a vida dos profs e eu sentava na metade da sala e nunca enxerguei esses tais quadradinhos. Fui até o quadro para admirá-los também, foi aí que percebi que precisava consultar um oftamo. Mas comecei a me questionar: quando tinha uns 12 anos fui a um oftalmo e ele disse que óculos só aos 44 anos. Mentira!! Ele chegou aos 19.
E para 2013 fiz vários propósitos. O primeiro é acabar esse relacionamento que não me permite mostrar a maquiagem que adoro fazer.
Querido óculos, esses quase treze anos de convivência você foi muito importante, fez que eu enxergasse a beleza que há no mundo, a perfeição da minha filha ao nascer, contar seus dedinhos para ver se não faltava nenhum, olhar cada dobrinha do seu corpo e ver quão perfeita é a vontade de Deus e observar e analisar minha família, o quão importante vocês são para mim!
Você foi essencial enquanto durou....